Obrigada por sua Visita! Compartilhe,Comente,Siga.

Mercado consumidor nordestino desperta


Mercado imobiliário
                                                                                                                                         Mercado consumidor nordestino desperta
Ampliação do mercado consumidor nordestino impulsiona boom imobiliário. Com 23% da população brasileira, a região recebeu os maiores investimentos do programa Minha Casa, Minha Vida e atrai grandes incorporadoras.                                                                                                                   

                                                                                                                                                                        "A partir da crise internacional de 2008, houve uma mudança no foco e começamos a nos concentrar mais no mercado do Nordeste", afirma o português Jorge Chaskelmann, diretor do projeto Aquiraz Riviera. Antes da crise, a realidade do setor hoteleiro e de segundas residências era outra na região. Esse mercado aproveitava a oferta de crédito no mercado internacional e o câmbio favorável, atraindo investidores estrangeiros para o País. Com a crise, porém, esses recursos cessaram. Segundo explica Felipe Cavalcante, presidente da Adit (Associação de Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Nordeste), alguns empreendimentos financiados ou destinados a estrangeiros foram cancelados, enquanto outros foram submetidos a mudanças na estratégia de negócio. Isso significou desaceleração nos lançamentos e extensão do prazo de financiamento das unidades.
Mas o grande reforço veio do mercado local, que absorveu os produtos antes planejados para consumidores de outros países. "A força da classe média está tão grande que tem amenizado o problema da valorização do real", afirma Cavalcante. "Hoje, no Brasil, também existe mais crédito imobiliário, o que permite ao brasileiro a aquisição de segundas residências. Quando a nova classe média se der conta disso, teremos um boom no setor." Na opinião do diretor do projeto Aquiraz Riviera, a tendência é justamente se concentrar no mercado local. "Até 2011, não vamos ver quase nada de investimento e consumo imobiliário por parte do mercado internacional. Europa e Estados Unidos ainda continuam mergulhados na crise para poder olhar pra cá."
Motivos do consumo
A aposta de Chaskelmann focada no mercado interno nordestino não é a opinião de apenas um especialista do setor de turismo. Fontes ligadas à construção civil não têm dúvida em afirmar que o Nordeste é, hoje, um mercado com aquecimento generalizado e com demanda de empreendimentos imobiliários residenciais para famílias de baixa e média rendas, de alto padrão, além das segundas residências. E a explicação para esse aquecimento está no cenário macroeconômico do País.
Há um conjunto de fatores que possibilitou o aumento de renda da população local, a disponibilidade de crédito para financiamentos e a oferta de produtos imobiliários antes escassos. Apesar de o mercado estar aquecido no Brasil todo, o crescimento da região se sobressai porque, historicamente, mantém carências enormes, o que significa um grande potencial reprimido.
O Nordeste concentra 23% da população brasileira, mas detêm praticamente metade da população mais pobre. O PIB (Produto Interno Bruto) formado pelos nove Estados equivale a 13,5% do País, enquanto o Estado de São Paulo, bem mais rico, responde sozinho por uma fatia superior a 30%. O déficit habitacional nordestino é de 2,4 milhões de moradias, ou 34% do total, atrás apenas do Sudeste.
No entanto, apesar de todas essas adversidades, o PIB do Nordeste vem crescendo acima da média do resto do Brasil, com diferença de 1,5 a 2 pontos percentuais. "Isso se dá, em primeiro lugar, pelo fato de que a crise de 2008 afetou mais os setores industrial e exportador, que são mais fortes no Sul e Sudeste do que no Nordeste", explica, em artigo, Francisco Cunha, diretor da TGI Consultoria em Gestão. "Em segundo lugar, pelo fato de ainda concentrar a maior parte da pobreza do País, o Nordeste também concentra 53% dos recursos do Bolsa Família", do Governo Federal.

Por que o mercado imobiliário nordestino aqueceu?


Perfil: possui 23% da população brasileira, mas engloba metade dos pobres. É constituído por nove Estados (MA, PI, CE, RN, PB, SE, PE, AL e BA), que ocupam 18,3% do território.
PIB: responde por 13,5% do PIB nacional. Em 2009, teve crescimento acima da média brasileira, com diferença variando entre 1,5 e 2 pontos percentuais. Em 2010, deve continuar acima da média.
Pós-crise: o impacto de 2008 afetou principalmente a indústria e o setor de exportação, mais fortes no Sul e Sudeste. No Nordeste, os efeitos foram menores.
Bolsa Família: a região concentra a maior fatia dos recursos do Bolsa Família. Embora tenha 23% da população brasileira, o Nordeste fica com 53% do total dos recursos do programa.
Mobilidade social: nos últimos seis anos, 20 milhões de brasileiros deixaram a base da pirâmide e ingressaram na classe C. Programas de transferência de renda ajudaram ao movimentar o ciclo do consumo.
Crédito imobiliário: em 2009, a Caixa Econômica Federal disponibilizou R$ 47 bilhões, o dobro de 2008 e o equivalente a 71% do ofertado pelo mercado no ano passado.
Minha Casa, Minha Vida: o Nordeste é o principal alvo dos R$ 34 bilhões do programa devido ao déficit habitacional de 2,4 milhões de moradias, que correspondem a 34% do País, atrás apenas do Sudeste.
Investimentos em infraestrutura: dois exemplos recentes: o Estaleiro Atlântico Sul em Ipojuca (PE) recebeu 1,4 bilhão, e a duplicação do Corredor Nordeste da BR-101, mais R$ 1,9 bilhão.
Fontes: Caixa Econômica Federal, Governo Federal, Estaleiro Atlântico Sul e Francisco Cunha (diretor da TGI Consultoria em Gestão).
O que o mercado nordestino quer
Classes C, D e E: moradias econômicas e supereconômicas em regiões metropolitanas e interior dos Estados. As classes D e E dependem de produtos baratos e financiáveis a longo prazo, como os oferecidos dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida.
Classes B e C: imóveis de médio porte em metrópoles e interior. Vale destacar também o desenvolvimento recente dos condomínios-clubes: conjuntos residenciais na zona metropolitana, com ao menos três torres e dezenas de itens de lazer reunidos em um espaço comum amplo.
Classes A e B: os novos ricos trabalham em altos cargosdo governo ou estão nas empresas envolvidas com empreendimentos de infraestrutura. São mão de obra qualificada e procuram imóveis de alto padrão e casas de veraneio fora do eixo da cidade grande, em locais pouco adensados e seguros.
>>> A presença das grandes                                                                                                                                                                         >>> Mapa do aquecimento                                                                                                                                                                           >>> Infraestrutura sustenta consumo 




Vendas e Assessoria
+55 (84) 8862-9082 Oi
+55 (84) 9653-1532 Tim
Twiter: @singlelar
Skype: priscila3983
Horário Comercial:
Segunda à Sábado 08:30h às 11:30h; 13:30h às 20:30h
Domingos e feriados regionais 14:30h às 19:30h
Feriados Nacionais não há expediente(salvo marcação prévia)
P Antes de imprimir pense em sua responsabilidade com o MEIO AMBIENTE